Apesar de uma imensa redução nos deslocamentos e atividades comerciais nos meses de pandemia, a quantidade de carbono na atmosfera terrestre em maio chegou ao maior nível já registrado na história moderna, mostrou um indicador global divulgado nessa segunda-feira (7). Cientistas da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) e do Instituto Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia em San Diego, disseram que as descobertas, que foram tiradas a partir da quantidade de dióxido de carbono (CO2) no ar, no observatório climático da NOAA em Mauna Loa, no Havaí, são de que a taxa é a mais alta desde o início das medições há 63 anos. A medição, batizada de curva de Keeling em homenagem a Charles David Keeling, o cientista que começou a rastrear o dióxido de carbono naquele local em 1958, é um padrão de referência para o nível de carbono na atmosfera. Os instrumentos no observatório da NOAA, que fica no topo de uma montanha, registraram 419 partes de dióxido de carbono por milhão no mês passado, mais do que as 417 partes por milhão registradas em maio de 2020. Como o dióxido de carbono é um importante fator na promoção de mudanças climáticas, as descobertas mostram que reduzir combustíveis fósseis, desmatamento e outras práticas que levam a emissões de carbono precisam ser prioridade para evitar consequências catastróficas, afirma Pieter Tans, cientista do Laboratório de Monitoramento Global da NOAA, em um relatório sobre as emissões. “Estamos adicionando cerca de 40 bilhões de toneladas métricas de CO2 poluente na atmosfera por ano”, escreveu Tans. “Isso é uma montanha de carbono que cavamos da Terra, queimamos, e lançamos à atmosfera em forma de CO2, ano após ano”.

Publicado em: 08/06/2021 às 07h40

De acordo com a lei, é da competência da Controladoria-Geral da União (CGU) a apuração, o processo e o julgamento dos atos ilícitos

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) assinaram acordo de leniência com a Sicpa do Brasil e Indústria de Tintas e Sistemas Ltda e com a Ceptis Indústria e Comércio de Tintas e Sistemas S.A. O acordo foi assinado nessa segunda-feira (6). Os recursos serão integralmente destinados à União e à Casa da Moeda do Brasil

O valor total do acordo é de cerca R$ 762 milhões, relativos às multas da Lei Anticorrupção (nº 12.846, de 2013) e da Lei de Improbidade Administrativa (nº 8.429, de 1992), a pagamento de vantagens indevidas e a enriquecimento ilícito, corrigidos pela taxa de juros Selic aplicável.

Segundo a CGU, a Sicpa, após confirmar, por meio de investigação interna, irregularidades investigadas pela Operação Vícios, da Polícia Federal, relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas a agente público entre os anos de 2009 e 2015, tomou a iniciativa de buscar a CGU e AGU para negociação de acordo de leniência.

Além disso, a empresa disponibilizou às autoridades informações, documentos e elementos sobre os ilícitos descobertos em sua investigação interna. O acordo reconhece ainda “os esforços da Sicpa e da Ceptis em aprimorar seus programas de integridade. Nesse sentido, as empresas concordaram com os aprimoramentos propostos durante as negociações”.

Com a assinatura do acordo, as empresas tiveram redução do valor das multas da Lei Anticorrupção e da Lei de Improbidade Administrativa; e isenção da sanção de proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. Em caso de inadimplemento ou descumprimento pelas empresas dos pontos acordados, haverá perda dos benefícios nos termos pactuados no acordo de leniência.

*Com informações da CGU

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