Câmara dos Deputados argentina aprova projeto que descriminaliza o aborto

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Votação foi histórica, mas o Senado precisa confirmar
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, em uma votação histórica, a lei que permite o aborto até a 14ª semana apenas por decisão da mãe, com 129 a favor, 125 contrários e uma abstenção. Agora, o projeto precisa ser aprovado pelo Senado, de maioria peronista.
O presidente da Argentina, Mauricio Macri, se declara pró-vida e contra lei, mas já afirmou que, se o projeto passar pelo Congresso, não irá vetá-la. Caso a lei seja aprovada, a Argentina será um dos três países que permitem o aborto em qualquer circunstância e apenas por decisão da mãe, nos primeiros estágios da gravidez (varia entre 12 e 14 semanas).

Atualmente, a mulher argentina só pode abortar em caso de risco de vida da mãe, má formação do feto e estupro, com autorização de um tribunal que confirme o crime. Se for pega fazendo um aborto clandestino, a argentina pode receber uma pena de até quatro anos de prisão.

Por ano, são em média 50 mil internações por complicações em tentativas de aborto clandestino no país. Já as mortes, são cerca de 60, de acordo com entidades de direitos a mulher.

Durante as mais de 20 horas de manifestação, as manifestações pró (“onda verde”) e contra (“onda celeste”) o projeto marcaram o cenário do lado de fora do Congresso. Os pró legislação gritavam “aborto seguro, legal e no hospital”, enquanto os contra, “Olelé, olalá, se esta não é a vida, a vida onde está?”. (Com informações da FolhaPress)

Fonte: Diário do Poder/ Redação

 

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