Gabigol mostra que o Flamengo em equipe faz brilhar o individual

publicado em: 11/11/2019 às 09h15

O atacante alcançou a marca de 37 gols em 2019, tornando-se o maior artilheiro do clube neste século… além de ter igualado Zico.

Gabriel Barbosa segue fazendo história e quebrando marcas históricas pelo Flamengo. No último domingo (10), o camisa 9 finalizou a contagem no triunfo por 3 a 1 sobre o Bahia e igualou Zico como maior artilheiro rubro-negro em uma campanha de Brasileirão: 21 gols.
Ainda que tenha levado 24 partidas para atingir a marca, um contraste com os 19 jogos que bastaram para o Galinho de Quintino em 1980 e os 23 de 1982, é possível imaginar que Gabigol consiga superar o recorde do imortal rubro-negro: afinal de contas restam seis rodadas até o fim do certame e o camisa 9 não teve tamanho jejum no Flamengo.
Mas uma das coisas que chamou a atenção na partida contra o Bahia foi a entrega de Gabigol não apenas para fazer o seu gol. O artilheiro queria resolver logo a partida, ainda mais depois que os visitantes abriram o placar no primeiro tempo.

Foi de Gabriel a assistência para Reinier empatar e, após receber passe lindo de Filipe Luís, para Bruno Henrique garantir a virada. O gol que igualou o recorde veio de forma aparentemente despretensiosa: rebote depois que a falta cobrada por Willian Arão explodiu no travessão.

Não foi a primeira vez que Gabigol foi “Gabiassistência”. Apenas neste Brasileirão, o camisa 9 foi garçom cinco vezes – mais do que nomes como Hernanes, do São Paulo, ou Thiago Neves, do Cruzeiro.
Maior goleador do Flamengo em uma temporada neste século XXI, Gabriel é um exemplo de grande destaque individual que aproveita e faz parte do mecanismo de um grupo recheado de jogadores bons e decisivos. Não é o único. E nem mesmo a ansiedade egoísta de igualar o maior ídolo do clube atrapalhou seu julgamento em campo.

Gabigol falou em “sonho realizado” ao ser perguntado pelos microfones do Premiere Play sobre ter igualado Zico. Mas a frase que define o seu jogo, justamente na noite da marca histórica foi esta: “Eu sou muito mais do que o gol”.

E, de fato, é.

 

 

Fonte: O Lance

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