Greve dos rodoviários chega ao seu terceiro dia na Grande São Luís

Publicado em: 08/02/2024 às 07h50

Ônibus permanecem em garagens de empresas na Grande São Luís durante greve dos rodoviários — Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante

greve dos rodoviários na Grande São Luís chegou nesta quinta-feira (8) ao seu terceiro dia. Uma nova reunião, que pode pôr fim a paralisação iniciada na terça (6), está marcada para acontecer nesta quinta. Na ocasião, a categoria deverá analisar se aceita ou não a nova contraposta. Enquanto isso, os usuários do transporte público da Grande Ilha continuam sem ônibus.

A Agência de Mobilidade Urbana (MOB) informou que participará dessa nova rodada de negociações e que tem o compromisso de não realizar reajustes tarifários no sistema de transporte semiurbano. Já a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) disse que apresentou uma proposta de pagamento do percentual de reajuste aos rodoviários e está participando de reuniões para mediar um acordo entre as partes. A Secretaria destaca que espera que as empresas e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) cheguem a um entendimento para pôr fim à greve.

Nessa quarta-feira (7), representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), da SMTT e da MOB estiveram reunidos para elaborar uma nova proposta de reajuste aos rodoviários, mas os valores só serão apresentados aos trabalhadores nesta quinta em uma reunião de mediação na sede do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA).

Na segunda-feira (5) o desembargador Francisco José de Carvalho Neto, do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) determinou que 50% da frota dos coletivos circulasse na Ilha de São Luís durante o período da paralisação. Em caso de desobediência, seria aplicada uma multa diária no valor de R$ 30 mil ao STTREMA.

Além disso, o TRT-16 decretou também a proibição de atos de vandalismo ou qualquer prática que impeça a prestação do serviço de transporte público na Grande Ilha de São Luís, como operações “tartaruga”, “catraca livre” ou piquetes, também sob pena de multa diária de R$ 30 mil. Apesar da determinação da Justiça, desde o início da greve 100% da frota está paralisada.

O Sindicato dos Rodoviários chegou a afirmar que o presidente do STTREMA, Marcelo Brito, iria se reunir com os trabalhadores nas primeiras horas dessa quarta, para que o percentual de 50% da frota de ônibus, que atende a Grande São Luís, voltasse a circular, cumprindo assim, a decisão judicial, porém todos os rodoviários continuam de braços cruzados.

Em nota ao g1 nessa quarta, o STTREMA afirmou que é a categoria quem se recusa a voltar a colocar os ônibus nas ruas, até que as exigências sejam atendidas. “Sobre a determinação do TRT-MA, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão informa que dialogou com os trabalhadores, para que fosse garantido o percentual de 50% da frota de ônibus circulando em São Luís, mas a decisão final é da categoria, que aguarda uma contraproposta da patronal, assegurando todos os direitos dos Rodoviários”, diz a nota.

A princípio a categoria pediu à classe patronal reajuste salarial de 10% para os motoristas e cobradores e 20% para os motoristas que ocupam dupla função (de motoristas e cobrador). Porém, o SET ofereceu como contra proposta, um aumento de 6% no geral. Mas, os rodoviários ainda querem um aumento de salário de 15% para motoristas que trabalham sozinhos e 10% para os demais trabalhadores.

Os rodoviários também pedem a manutenção do plano de saúde, além do aumento do ticket de alimentação no valor de R$ 1.200. Porém, segundo o sindicato, os empresários propuseram a retirada de R$ 200 do valor atual do ticket alimentação, que é de R$ 817 (em média).

Sem ônibus, os passageiros são sendo obrigados a buscar alternativas para não deixar de cumprir os seus compromissos. Dentre os meios de transportes alternativos utilizados pelos passageiros estão vans, mototáxis e transporte por aplicativo.

Além disso, há empresas fretando ônibus para buscar seus funcionários, em meio a greve de motoristas e cobradores do transporte público que atende a capital São Luís e a Região Metropolitana, que é formada pelas cidades de São José de RibamarPaço do Lumiar e Raposa.

Enquanto isso, os terminais de integração estão completamente desertos, um cenário considerado anormal ao da rotina vivenciada diariamente pela capital maranhense.

G1 Maranhão

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