Paciência, volume de jogo e pés no chão: como Barbieri venceu de novo

Publicado em: 11/06/2018 às 08:05hs

Treinador chega à quinta vitória seguida sem mudar padrão de jogo e esquema tático. Contra o vice-lanterna. Flamengo teve calma para não sofrer e matar o jogo com calma.

Paciência, volume de jogo e pés no chão: como Barbieri ...

Para o líder do Brasileirão, vencer o vice-lanterna em casa não é mais do que obrigação. Mas o mesmo Flamengo, na história recente, já promoveu vexames no Maracanã ao se deixar levar pela euforia da torcida e desfocar do jogo em si. Não é o que vem acontecendo com Maurício Barbieri, treinador que, mesmo sem experiência, faz o time manter os pés no chão diante de qualquer adversário. E foi assim que a vitória veio sem problemas para o Rubro-Negro contra o Paraná.

– A gente procura respeitar todos os adversários, independente de posição na tabela. O Brasileirão é muito difícil. Precisamos manter os pés no chão e continuar fazendo nosso trabalho – afirma o treinador.

O respeito ao adversário é visível antes mesmo da bola rolar. Sem Lucas Paquetá, um dos destaques do time, Barbieri optou pela entrada do garoto Jean Lucas mesmo tendo peças mais ofensivas à disposição no banco. Pode parecer uma escolha cautelosa, mas a presença do volante marcador liberou Diego para encostar em Vinícius Junior na frente. Assim:
Com domínio do jogo (58% de posse de bola e 562 passes certos), o Flamengo não teve pressa para buscar os gols. Em nenhum momento se precipitou. Em uma boa troca de passes, Diego aproveitou a liberdade, dominou na entrada da área, limpou e… sofreu a falta. Ele mesmo bateu e teve sorte para que o desvio matasse o goleiro.

Com 1 a 0 no placar, o Flamengo ficou mais leve em campo. As jogadas de Éverton Ribeiro pela direita mostram isso. O camisa 7 deu trabalho para a defesa do Paraná e, quando não conseguia infiltrar, fazia a bola girar até o outro lado. A paciência e o volume de jogo limitaram as chances do adversário, que não finalizou uma vez sequer no gol.

Na segunda etapa, a mesma postura. Até que Barbieri chamou Willian Arão e Felipe Vizeu no lugar de Jean Lucas e Henrique Dourado. Deu certo em poucos minutos: o volante recebeu em profundidade e cruzou na medida para o camisa 47 fazer o segundo e matar o jogo. Dedo do técnico?

– Eu poderia até chegar e falar: ‘Arão, entra e cruza para o Vizeu’. Mas não foi isso (risos). Ele é experiente, tem bom passe, faz bem a diagonal e a gente achou que isso ia ajudar. O Jean Lucas estava mais por trás. O Vizeu deu mais mobilidade, mesmo com resultado adverso o Paraná estava fechado. Fico muito feliz pela contribuição deles.

 

 

Fonte: O Lance

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