Rodoviários discutem circulação de 50% da frota de ônibus em 2º dia de greve na Grande São Luís

Publicado em: 07/02/2024 às 07h56

Rodoviários discutem circulação de 50% da frota de ônibus em 2º dia de greve na Grande São Luís — Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante

Os rodoviários da Grande São Luís irão se reunir nas primeiras horas desta quarta-feira (7) para discutir se acatarão ou não o cumprimento da decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16), que determina o funcionamento de 50% dos ônibus durante a greve dos rodoviários, iniciada nessa terça-feira (6), e que nesta quarta entra em seu segundo dia.

Na tarde dessa terça, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) esteve reunido na sede do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA), para debater a Convenção Coletiva de Trabalho de 2024 e o possível fim do movimento grevista. No entanto, a reunião, que teve a participação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e representantes da Procuradoria-Geral do Município, terminou sem acordo.

A princípio a categoria pediu à classe patronal reajuste salarial de 10% para os motoristas e cobradores e 20% para os motoristas que ocupam dupla função (de motoristas e cobrador). Mas, o SET ofereceu como contra proposta, um aumento de 6% no geral. Porém, os rodoviários ainda querem um aumento de salário de 15% para motoristas que trabalham sozinhos e 10% para os demais trabalhadores.

Os rodoviários pedem ainda a manutenção do plano de saúde, além do aumento do ticket de alimentação no valor de R$ 1.200.

Por conta da greve dos rodoviários, os usuários do transporte coletivo estão sendo obrigados a buscar alternativas para não deixar de cumprir os seus compromissos.

Dentre os meios de transportes alternativos utilizados pelos passageiros estão vans, mototáxis e transporte por aplicativo. Além disso, há empresas fretando ônibus para buscar seus funcionários, em meio a greve de motoristas e cobradores do transporte público que atende a capital São Luís e a Região Metropolitana, que é formada pelas cidades de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

Enquanto isso, os terminais de integração estão completamente desertos, um cenário considerado anormal ao da rotina vivenciada diariamente pela capital maranhense.

Prefeitura afirma que vai manter valor das passagens

Após a greve dos rodoviários ser anunciada, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), afirmou, por meio das redes sociais, que o valor das passagens de ônibus na capital não vai sofrer aumento, pois o município vai pagar os subsídios para as empresas de ônibus darem o reajuste salarial aos trabalhadores.

“Sobre o transporte público de São Luís, não vai ter aumento de passagem. A decisão está tomada. Isso porque, o Município vai assumir o pagamento do percentual de reajuste negociado entre rodoviários e empresas. Sendo assim, não há motivos para ter greve e penalizar a população”, disse Braide.

Já Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços (MOB) disse, por meio de nota, que aguarda um acordo entre STTREMA e SET para futuras deliberações, mantendo o compromisso de não realizar reajustes tarifários no sistema de transporte semiurbano (leia a íntegra da nota abaixo).

“Informamos que, na reunião ocorrida hoje (6) no Ministério Público do Trabalho, com a presença do Governo do Estado (MOB), Prefeitura Municipal de São Luís, Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA) e Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), não se chegou a um consenso entre os Sindicatos sobre o término da greve. A MOB aguarda um acordo entre STTREMA e SET para futuras deliberações, mantendo o compromisso de não realizar reajustes tarifários no sistema de transporte semiurbano”.

G1 Maranhão

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