Primo de crianças desaparecidas em Bacabal recebe alta após 14 dias internado

Publicado em: 21/01/2026 às 08h10

Anderson Kauã foi encontrado no dia 7 de janeiro, após três dias perdido em uma área de mata em Bacabal. (Foto: Reprodução / TV Mirante)

– O menino Anderson Kauã, de oito anos, primo das duas crianças que estão desaparecidas em Bacabal, recebeu alta do Hospital Geral na manhã desta terça-feira (20), após 14 dias internado. Acompanhado por policiais, psicólogos e representantes de entidades de defesa da criança e do adolescente, Anderson Kauã esteve novamente na área de mata onde ficou perdido por três dias, em uma operação sigilosa e de acesso restrito para tentar encontrar Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, cujas buscas chegaram ao 17º dia.

Anderson Kauã foi encontrado no dia 7 de janeiro, por carroceiros que passavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal, a cerca de 500 metros da chamada “casa caída”, em área de mata fechada próxima às margens do Rio Mearim.

Segundo informações do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), Anderson Kauã relatou que deixou os dois primos no abrigo improvisado e saiu em busca de ajuda. A presença das três crianças na área foi indicada por cães farejadores que integram a força-tarefa responsável pelas buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael.

Em seus perfis nas redes sociais, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), ressaltou que Anderson Kauã continuará recebendo apoio psicológico e auxiliando com informações que possam ajudar na localização de Ágatha Isabelly e Allan Michael. De acordo com Brandão, as buscas permanecem com foco no leito do Rio Mearim, onde equipes da Marinha do Brasil e do Corpo de Bombeiros mantêm um trabalho intenso com equipamentos subaquáticos.

“O menino Kauã teve alta médica e vai continuar recebendo todo o apoio para superar o momento difícil que viveu. Ele segue contribuindo com informações para direcionar as buscas por Ágatha e Michael. Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”, declarou o governador.

Acesso é restringido durante buscas por crianças em Bacabal

A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Estadual de Segurança chegaram ao 17º dia de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata na zona rural de Bacabal, no Maranhão.

Nesta terça-feira (20), as autoridades restringiram o acesso de pessoas que não integram a força-tarefa às áreas próximas ao rio e à base de apoio das equipes envolvidas na operação. A entrada da imprensa no local das buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal também foi limitada durante a manhã.

As buscas estão concentradas em um trecho onde cães farejadores identificaram indícios da presença das crianças. Militares da Marinha utilizam o equipamento subaquático conhecido como side scan sonar para realizar, ainda nesta terça-feira, a varredura de cerca de 1 quilômetro do rio Mearim.

Ponto de apoio em área já vasculhada é desmontado

Com a nova fase de buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, a base de apoio montada na comunidade começou a ser desmontada, pois a área já foi completamente vasculhada.

Buscas por crianças desaparecidas conta com com side scan sonar e equipe da Marinha

As operações no Rio Mearim foram intensificadas com ações aquáticas e subaquáticas. Para isso, está sendo utilizado o side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio, mesmo em águas turvas. Paralelamente, as buscas continuam na mata.

No último sábado (17), a operação ganhou reforço com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos na região.

A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta nenhuma hipótese, incluindo a possibilidade de sequestro. As investigações continuam para esclarecer o desaparecimento das crianças.

Side Scan Sonar: veja como funciona o equipamento usado nas buscas

Os militares utilizam equipamentos como o side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens do fundo de rios e lagos. As buscas também avançam pelo Rio Mearim e por um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.

A Marinha solicitou que o número de embarcações na área das buscas fosse reduzido para aumentar a eficiência das operações.

De acordo com a Marinha, o sonar pode apontar:

  • Objetos submersos: embarcações afundadas, galhos e detritos.
  • Mudanças no terreno: buracos ou elevações no fundo do rio.
  • Substâncias na água: óleo ou resíduos.
  • Alterações de visibilidade: trechos com turbidez ou neblina subaquática.
  • “A gente consegue ver a coluna d’água e o leito ali com uma imagem muito nítida, muito perfeita, independentemente da turbidez, se a água é clara ou escura”, disse o capitão Simões Júnior, da Capitania dos Portos do Maranhão.

    O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

 

Imirante.com

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