Mesmo com tarifaço, exportações brasileiras batem recorde em 2025

Publicado em: 07/01/2026 às 08h15

Brasília (DF), 06/01/2025 - Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin, durante Coletiva da Balança Comercial Brasileira. Foto: Júlio César Silva/MDIC

As exportações brasileiras bateram recorde em 2025, mesmo com o tarifaço aplicado ao país pelos Estados Unidos. O crescimento no ano passado foi de 3,5%, e as vendas a países estrangeiros somaram quase US$ 349 bilhões, maior valor já registrado pela série histórica. As importações também atingiram números expressivos, com um total de US$ 280 bilhões.

A diferença entre tudo o que o Brasil vendeu e comprou do resto do mundo no passado, que é o saldo da balança comercial, foi positivo em mais de US$ 68 bilhões.

Alckmin comemora

Os resultados expressivos foram comemorados, nesta terça-feira (6), pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin:

“Mesmo com o tarifaço americano, com as dificuldades geopolíticas, batemos um recorde com exportação de US$ 348,7 bilhões. Queria também destacar que o comércio global cresceu 2,4% e o Brasil cresceu 5,7%, o que mostra boa resiliência e boa competitividade dos produtos brasileiros.”

Alckmin afirmou que a queda nas exportações para os Estados Unidos, da ordem de 6,6%, foi compensada com o aumento nas vendas para outros parceiros, como a Argentina, com 31% de crescimento; Canadá, com quase 15%; além da China, com 6%.

Acordos comerciais

vice-presidente também demonstrou otimismo quanto à conclusão de novos acordos comerciais em 2026. Segundo Alckmin, o governo trabalha para avançar em novos acordos de livre comércio, como as negociações do Mercosul, com os Emirados Árabes Unidos e com o Canadá, além das tratativas com a União Europeia, que já se arrastam há 26 anos.

“Quero reiterar que nós estamos otimistas, e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global. No momento de guerras, de conflitos, geopolítica instável e protecionismo, será o maior acordo do mundo. Isso fortalece o multilateralismo e fortalece o livre comércio”, destacou Alckmin.

Já em relação à crise política e econômica na Venezuela, o vice-presidente destacou que, embora o país caribenho tenha grandes reservas de petróleo, o comércio exterior com o Brasil não é tão relevante, sendo apenas o 52º no ranking das exportações brasileiras. Alckmin também reafirmou a torcida para que o país vizinho se recupere e volte a ser “uma das economias mais pujantes da América do Sul”.

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