Morte de empresária após lipoaspiração: clínica diz que adotou medidas médicas

Publicado em: 22/01/2026 às 08h10

Empresária morre após lipoaspiração em São Luís. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

– A Policlínica Ibirapuera informou que adotou todas as medidas médicas e hospitalares indicadas no atendimento à empresária Ariene Rodrigues Pereira, que morreu após um procedimento de lipoaspiração realizado na unidade, em São Luís, na terça-feira (20).

Médico cirurgião, anestesista e cardiologista presentes, diz nota da clínica

De acordo com nota divulgada pela instituição, no momento da intercorrência estavam presentes no centro cirúrgico o médico cirurgião, o anestesista e um cardiologista. A clínica afirma que a equipe atuou de forma imediata com o objetivo de estabilizar o quadro clínico da paciente.

Laudo do IML aponta como causa da morte uma embolia maciça

Ainda segundo a Policlínica, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte uma embolia maciça provocada por coágulo sanguíneo, caracterizada como um evento súbito e grave, mesmo com a assistência médica prestada.

Clínica alega ter estrutura adequada para a realização de cirurgias

A unidade informou que dispõe de estrutura adequada para a realização de cirurgias e procedimentos especializados, além de suporte pós-operatório e recursos técnicos voltados ao atendimento de possíveis intercorrências clínicas.

Na nota, a Policlínica Ibirapuera também afirmou que possui todas as licenças e autorizações exigidas pelos órgãos competentes e que atua em conformidade com as normas legais e regulatórias.

Por fim, a instituição manifestou solidariedade aos familiares e amigos da paciente e reiterou o compromisso com a ética, a transparência e a segurança dos pacientes.

Nota da clínica (Foto: Divulgação)

Advogada da família aponta divergências e incoerências

O prontuário médico só foi entregue à família após a chegada da advogada da família Vivian Bauer, após as 23h. A defesa relata que identificou divergências e incoerências nas informações repassadas, que deverão ser apuradas durante a investigação.

O que diz o Conselho Regional de Medicina do Maranhão

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que, até o momento, não recebeu denúncia formal sobre o caso. O órgão afirmou que realiza um levantamento inicial para avaliar as circunstâncias da morte e decidir se serão adotadas medidas institucionais.

Médico nega erro em caso de morte de empresária

O médico Alexandre Augusto Gomes Alves, responsável pelo procedimento de lipoaspiração que resultou na morte da empreendedora Ariene Rodrigues, publicou uma nota de esclarecimento na noite dessa quarta-feira (21), por meio das redes sociais, em documento que também conta com a assinatura do advogado de defesa.

Na nota, Alexandre Augusto apresentou a sua defesa técnica do caso, informando que seguiu rigorosamente todos os protocolos de segurança e que os exames pré-operatórios não indicavam riscos para a saúde da mulher.

De acordo com a publicação feita por Alexandre Augusto e seu advogado, a causa da morte de Ariene Rodrigues foi uma embolia pulmonar maciça, classificada pela defesa como uma fatalidade inevitável e sem relação com erro médico. O texto também ressalta que a paciente estava ciente dos riscos inerentes ao processo, por meio de um termo de consentimento.

Por fim, a defesa de Alexandre Augusto expressou solidariedade aos familiares de Ariene Rodrigues, enquanto reafirma a competência profissional e a diligência do médico durante o atendimento.

Leia a nota de esclarecimento do doutor Alexandre Augusto Gomes Alves na íntegra:

“Eu, Lymark Kamaroff, advogado, regularmente inscrito na OAB/RJ sob o nº 109.192, venho, por este intermédio, na qualidade de patrono do Dr. Alexandre Augusto Gomes, médico regularmente inscrito no CRM sob o nº 4463, em função da solicitação de esclarecimentos pela mídia, referente ao caso da paciente Ariene Rodrigues, expor suas razões da seguinte forma:
Inicialmente, cumpre dizer que não podemos entrar especificamente no mérito do procedimento realizado pela paciente Ariene Rodrigues, tendo em vista o sigilo profissional que é imposto ao médico pelo Código de Ética Médica, mas que diante dos fatos, faz-se importante esclarecer o seguinte:

1 – Que lamentamos muito o ocorrido, mas não há culpa por nexo de causalidade entre a fatalidade que acometida pela paciente e atuação do Dr. Alexandre, que sempre agiu diligentemente, seguindo os padrões preconizados pela boa técnica, mas que infelizmente a mesma foi vítima de uma embolia pulmonar maciça conforme consta do laudo de necrópsia que já é de conhecimento público;

2 – Que todas as pacientes do Dr. Alexandre assinam um termo de consentimento livre e esclarecido para a possibilidade de ocorrer um evento adverso, que pode ser uma complicação ou intercorrência, conforme o presente caso;

3 – Que a paciente não tinha qualquer comorbidade ou contraindicação para a cirurgia planejada, todos os exames foram realizados e não apontavam qualquer impencílio ou contraindicação para o ato cirúrgico, bem como todas as etapas da cirurgia foram cuidadosamente planejadas e executadas, seguindo os mais rigorosos padrões de segurança e qualidade.

Ao que consta a paciente foi vitimada por uma fatalidade, que nada tem haver com qualquer falha do profissional, que prestou todo o atendimento e não poupou esforços para tentar evitar este fatídico desfecho.

Aproveitamos para mandar, em nome do Dr. Alexandre e de toda a sua equipe, a nossa solidariedade para os familiares da Sra. Ariene, aos quais vão nossas preces e todo o nosso carinho e respeito.

Era o que tínhamos a informar, me colocando a disposição para prestar, dentro da limitação legal imposta, maiores informações”.

 

 

 

 

Imirante.com

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