Publicado em: 01/08/2026 às 07h55

O plano da Fifa de vender a Copa do Mundo fracassou após uma revolta de dirigentes de futebol de diversos países. A Fifa pretendia arrecadar até US$ 4,2 bilhões com a venda de uma participação de aproximadamente 20% no grupo, avaliando a nova divisão em US$20 bilhões.
“Após ouvir atentamente todas as opiniões, tornou-se claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não estão mais no interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar”, disse a Fifa em nota.
“Em consequência, esta proposta não prosseguirá”, completou.
Países filiados à Uefa já haviam anunciado na última quinta-feira, 30, que não disputariam torneios organizados pela Fifa até que o projeto da venda fosse revogado. Os 55 países-membros da Uefa votaram por unanimidade pelo boicote a todos os torneios da entidade, o que incluía a Copa do Mundo de 2026.
Caso o negócio fosse pra frente, a empresa de Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, a Thrive Capital, seria a principal responsável pelo negócio, com o JPMorgan como consultor. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, havia dado o prazo de até 19 de setembro para que as nações membros da Fifa apoiassem o acordo, oferecendo pagamentos de até US$ 40 milhões para cada uma.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, confirmou o cancelamento do negócio. “Isso criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não servem o interesse do objetivo inicialmente estabelecido. Como resultado, esta proposta não irá prosseguir”, disse.
